Viva Isso

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Pro parkour Against Competition.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fernão Capelo Gaivota

Assim que eu li esse livro fiquei tão impressionado que saí espalhando pra todo mundo que eu conhecia. Espalhei por e-mail, pelos mensageiros instantâneos, redes sociais msn, orkut/facebook. Eu evolui em 2 dias, tempo de minha leitura preguiçosa, bem preguiçosa, já que o livro tem 19 paginas. Ele tratou algo que vivencio e presencio, Algo que faz parte do meu cotidiano e de muitas outras pessoas a minha volta. Eu soube dele no livro do Sebastién Foucan 'Find your way', que ele fala: "Minha inspiração para o freerunning nunca cessa, e freqüentemente vem de vários livros que eu li: eu adoro Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach, com sua história de não conformismo e esforço por auto-realização;". Ele cita esse livro e o 'Tao do Jet Kune Do' de Bruce Lee, (em breve falo sobre).

Não vou dar resumo.. mas vou mandar o texto que eu escrevi inspirado nele.

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“As gaivotas que desprezam a perfeição por amor ao movimento não chegam à parte alguma, devagar. As que ignoram o movimento por amor à perfeição chegam a toda parte, instantaneamente.”

De simplesmente andar, ao verdadeiro significado de se locomover. Por que correr apenas, se eu posso aprender a usar minha corrida e evoluí-la livremente ao infinito? Pular não significa mais algo simplório, algo de criança. Pular é algo que me remete a ser algo, a ser livre, a ser eu.

Se a regra diz que isso não é certo, que eu não tenho mais a idade de fazer, eu digo: não seguirei mais essa regra, pois já fui banido. Já não pertenço por inteiro à essa sociedade, embora o que motive é aprender para ensinar, ensinar que eles podem muito mais do que simplesmente andar, correr e pular da forma mais automática e robótica e repetitiva que vivem. Podem; eu posso. Eu faço! Eu ordeno e coordeno meus passos e faço da minha atividade algo supremo que se assemelha a arte, e o que me limita é apenas minha imaginação e meu pensamento.

Temos que nos manter longe dos olhares para que possamos ter foco no que queremos ver em nós, mas nunca devemos perder o olhar naqueles que nos deram as costas, por que o que aprendemos e o que fazemos não devem ser algo só nosso, e sim um algo que devemos dividir e multiplicar.

Com quem? Com quem quiser aprender. Não force, não introduza bruscamente. Treinar é algo tão sutil quanto ensinar, ou ate menos. Exige mais destreza e mais confiança. Não se iluda pensando que será fácil. Não será. Você será rotulado, adorado, caçado, procurado e amado. E você será odiado. Não entenderão sua posição, sua vontade e sua liberdade. “Liberdade? Cadê?” dirão, mas você saberá que ela existe. Apenas não deixe de buscar ela. Desprenda-se do trivial. Procure e ache o algo a mais.

Quem faz automaticamente não vê a perfeição, por simplesmente se locomover. Nós amamos a perfeição da locomoção antes mesmo do ‘se movimentar’, e com isso vamos cada vez mais longe.

Sempre terá alguém como você. Sempre terá gente que olha como você olha e faz o mesmo que você faz. Você nunca estará diretamente só, ao passo que sua jornada é de solitária evolução pessoal.

Não perca o foco de seu aprendizado. Foque na eficiência e na lógica daquilo que você está a procura e que te motivou a iniciar essa jornada, e nunca se esqueça que não a limites. Nunca termina. A evolução é direta e eterna. Aliás, isso que nos motiva mais, saber que hoje aprendemos e amanhã simplesmente já não sabemos absolutamente nada sobre aquilo, e que o processo de aprendizado recomeçará amanhã novamente e será assim para sempre.

Ande, corra e pule, mas faça disso algo mais. Seja livre, tenha paixão pela perfeição e enxergue sua evolução.


"Fim"

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Pra quem tem preguiça de ler ;)

Fernão Capelo Gaivota
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